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sábado, 10 de janeiro de 2009

Notícia - Nasceu a primeira bebé sem gene do cancro da mama e do útero

Selecção genética


Nasceu a primeira bebé sem gene do cancro da mama e do útero




Nasceu ontem, em Londres, o primeiro bebé geneticamente seleccionado para não desenvolver cancro.

A criança tinha entre 50 e 80 por cento de hipóteses de contrair cancro da mama e até 60% de probabilidades de ter cancro do útero. Doenças que afectaram grande parte da família do pai, devido à presença de um gene mutante, o BRCA1.

Os pais da criança consultaram médicos de fertilidade e acabaram por aceitar que a bebé fosse sujeita a uma selecção genética, que deverá impedir que a criança tenha cancro devido à mutação do gene.

Publicação: 10-01-2009 13:16 em sic.pt

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Saúde - notícia

Saúde: Segredo da longevidade não se encontra nos genes


Uma longevidade excepcional não se explica por uma mutação genética mas por um modo de vida são, segundo investigadores espanhóis que analisaram os genes e a densidade óssea de um homem de 113 anos.
O paciente, que faleceu com 114 anos, vivia na Ilha Menorca, nas Baleares.
Segundo a análise genética efectuada pela equipa de investigação da Universidade Autónoma de Barcelona (....) associado à longevidade, não tinha sofrido no paciente qualquer tipo de mutação, tal como o gene KLOTHO, ligado a um bom nível de densidade óssea.
O esqueleto não estava deformado, a densidade óssea tinha um bom nível e o paciente nunca tinha tido qualquer fractura.
Os investigadores examinaram também o irmão do paciente, com 101 anos, duas das suas irmãs, com 81 e 77 anos e o seu sobrinho, com 85 anos, que também não tinham nenhuma mutação do gene LRP5.
Os investigadores não excluíram que outra mutação genética possa estar na origem da longevidade.


Os cientistas atribuem a excelente saúde desta família, em particular a do mais velho, à sua dieta alimentar mediterrânea, feita à base de tomate, peixe e azeitona, ao clima temperado da ilha e a uma actividade física regular.
Até atingir os 102 anos, o mais idoso da família andava de bicicleta todos os dias e tratava do pomar da família.


(...)


2008-05-08, RTP




Mutações génicas

Mutações génicas são alterações bruscas e imprevistas que ocorrem no material genético, e os indivíduos que as manifestam dizem-se mutantes. As mutações foram estudadas primeiro pelo botânico holandês de Vries e sobretudo pelo geneticista americano Thomas Morgan,

Essas alterações são mais frequentes durante a replicação semiconservativa do ADN. Esses erros na replicação do DNA devem-se à troca de nucleótidos, à sua adição ou à sua subtracção. Consequentemente, durante a síntese proteíca estas mutações geram proteínas anómalas (não funcionais) que conduzem ao aparecimento de novas características nos indivíduos que as possuem. Essas características podem ter efeitos letais, ou podem conferir vantagem ao indivíduo (raramente).

Se as mutações ocorrerem ao nível dos gâmetas (mutações germinativas), podem ser transmitidas à geração seguinte. Se as mutações ocorrerem nas células somáticas (corporais), não são transmissíveis à descendência.

No entanto, podem ocorrer mutações silenciosas que não provocam alterações nas proteínas, pois o codão mutado pode codificar o mesmo aminoácido (devido ao código genético ser reduntante). Noutros casos, o novo aminoácido pode ter propriedades semelhantes às do aminoácido substituído, ou essa substituição ocorre numa zona que não é determinante para a função da nova proteína.


Quais são os agentes mutagénicos?


As mutações podem ocorrer espontaneamente na Natureza ou serem induzidas por exposição a agentes mutagénicos. Estes podem ser:


  • Biológicos, como os vírus;

  • Físicos, como as radiações ultravioleta, gama, raios X;

  • Químicos, como o fumo do tabaco (nicotina) e as drogas;

Exemplos de mutações génicas



  • Albinismo (ver imagem)

  • Nanismo

  • Hemofilia

  • Anemia falciforme

  • Aniridia

  • Microcefalia

  • Aracnodactilia

  • Idiotia amaurótica infantil

  • Coreia de Huntington

A mutação como meio de evolução


As mutações podem conduzir à formação de proteínas com capacidades extremamente úteis, tanto na Natureza como em laboratório. Concluindo, as mutações também permitiram a evolução dos organismos e conduziram a uma grande diversidade de formas de vida (variabilidade genética).


Globalmente as taxas de mutações são mais baixas que a frequência dos danos no ADN pois todos os organismos têm sistemas de enzimas que reparam alguns erros.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Código genético


Foram feitas algumas investigações no sentido de decifrar o código genético mas foi o grupo de Gobind Khorana e Marshall Nirenberg que, em 1961, finalmente decifrou o código genético. Eles descobriram que cada conjunto de três nucleótidos do mRNA codificava um aminoácido, denominando-se codão. Isso, teoricamente, fazia sentido, pois um codão feito de um ou dois nucleótidos não poderia produzir combinações suficientes para codificar todos os 22 aminoácidos conhecidos. Mas um codão feito de três nucleótidos produz 64 combinações.
Fez-se então uma tabela do código genético:

Photobucket


Vários dados relativos ao código genético permitem identificar algumas das suas características:



- Universalidade do código genético: este código genético adapta-se a qualquer tipo de organismo, dos mais simples aos mais complexos (mesmo vírus). No entanto conhecem-se algumas excepções, como é o caso de protozoários (ex. paramécia).

- O código genético é redundante ou degenerado: vários codões podem codificar o mesmo aminoácido (ex. CCU, CCC, CCA e CCG codificam o aminoácido prolina).

- O código genético não é ambíguo: a cada codão corresponde um e só um aminoácido.

- O terceiro nucleótido de cada codão não é tão específico como os dois primeiros.

- O codão AUG tem uma dupla função - é o codão que codifica o aminoácido metionina e é o codão de iniciação da síntese de proteínas.

- Os tripletos UAA, UAG e UGA são codões de finalização ou codões "stop" - são a instrução para a terminação da cadeia de síntese e não codificam aminoácidos.

É através do código genético que a informação contida na sequência de nucleótidos se expressa na sequência de aminoácidos das proteínas.